E-commerce mira a classe C * eCoopertec *
Notícia divulgada no site Propmark em 10 de maio de 2010, pela jornalista Maria Fernanda Malozzi, sobre apresentação do diretor de inovação do IBOPE Media durante o evento E-commerce Summit
Anunciar em redes sociais pode ser uma estratégia de marketing para os anunciantes que desejam se comunicar com a classe C. Este público está cada vez mais conectado à internet e o fato de 66,7% terem
cartão de crédito próprio ou de alguém próximo, facilita a compra virtual. “Dois terços das pessoas que acessam a internet têm disponibilidade de uso de cartão de crédito pessoal ou da família. Isso
pode ser a porta de entrada a ser explorada no comércio eletrônico”, disse Alexandre Crivellaro, diretor de inovação do IBOPE Media, durante sua apresentação no E-commerce Summit semana passada, em São Paulo.
A relação entre compras online e comerciais de TV é um comportamento comum entre o consumidor da classe C e, por isso, a comunicação integrada deve ser a mais eficaz para esse público. O uso de celebridades nas campanhas é outro fator que chama a atenção dessas pessoas. “A classe C confia muito na propaganda e por isso ela tem que ser bem feita. Além disso, ela também confia nas celebridades. Isso tende a levar o consumidor da classe C a ir com mais facilidade para dentro da loja”, observou Crivellaro.
As classes CDE já superam as classes AB em relação ao uso da internet. Segundo o IBOPE Media, em 2009, 51,6% da população de baixa renda navegava pela web contra 48,4% das classes AB. Este cenário é o oposto do vivido em 2007, quando 50,2% das pessoas pertencentes às classes AB acessavam a internet contra 49,8% da população CDE.
A classe C também começa a acessar mais a internet de sua própria residência (61,2%) do que de espaços públicos (19,7%) e casas de amigos e parentes (12,6%). “O aumento da renda, o acesso ao crédito e a redução de preços foram fatos que ajudaram a classe C a ter seu próprio computador”, explicou Crivellaro. No último ano, houve um crescimento de 16,2% nas vendas de computadores para a classe C, quatro vezes maior do que para as classes AB. Hoje o Brasil possui 67 milhões de pessoas conectadas à internet e o país lidera o ranking dos países que mais tempo passam online: 45 horas e 43 minutos, à frente de Reino Unido, Estados Unidos, França, Austrália, Espanha, Alemanha, Itália e Japão.
No País, São Paulo é o Estado que mais tem acesso à banda larga: 11,42%. Este número é superior ao da própria região Sudeste, que tem 6,3%. A região Sul é a região do Brasil com maior penetração: 7,63%. O Centro-Oeste tem 6,08%, seguido por Norte (3,53%) e Nordeste (1,35%).
Oportunidades
Traçado este perfil do brasileiro em relação ao uso da internet, Crivellaro afirma que há diversas oportunidades para o desenvolvimento do e-commerce no Brasil, como trabalhar o conceito de comportamento do consumidor, identificar o comprador e oferecer produtos compatíveis com o seu ticket médio e preferências.
Utilizar informações geográficas para mapear as melhores ofertas para determinada região é outro ponto relevante na opinião de Crivellaro, principalmente com relação ao desenvolvimento do acesso à internet no
Nordeste.
O CEO da Virid, Walter Sabini Junior, concorda com Crivellaro em relação às oportunidades que o Brasil oferece no e-commerce. “Precisa ter três coisas fundamentais para atrair seu público: ter estrutura, relevância e interação”, afirmou Junior, que acredita que o melhor case de e-commerce que existe é a Amazon, loja virtual norte-americana que só manda produtos que tenham a ver com o perfil de seu comprador. “O Brasil usa mal o e-mail marketing, as empresas mandam para toda a base ao invés de entender o comportamento do seu consumidor”, analisou.
O encarecimento de marketing online é outra preocupação dos varejistas virtuais. “O clique está cada vez mais alto porque as empresas estão cada vez mais online e procurando este tipo de comunicação, o que encarece o marketing na internet. Antes, uma palavra que custava R$ 0,70 hoje chega a custar R$ 7!”, disse Natan Sztamfater, CEO da PortCasa, e-commerce de cama, mesa e banho. O executivo comentou que 40% de suas vendas são realizadas por meio de email marketing. “Mas nós mandamos levando em conta o perfil do consumidor. Como temos produtos que variam de R$ 3,90 a R$ 800 e, por isso, acabamos atendendo vários públicos, analisamos os produtos corretos para cada um deles”, disse.
Fonte: http://www.ibope.com.br/calandraWeb/servlet/CalandraRedirect?temp=6&proj=PortalIBOPE&pub=T&nome=home_materia&db=caldb&docid=73668D363B256FD083257720004EB3B9

Guia do Empresário falou,
Escreveu na segunda-feira, 5 julho, 2010 às 22:43
Existe muita expectativa em torno do e-commerce com a classe C mas resultados práticos, esses infelizmente são poucos.
A realidade é que grande parte da classe C utiliza a internet para acessar o Orkut e MSN mas fazer compras ainda não.
Washington & Paula falou,
Escreveu na quarta-feira, 4 agosto, 2010 às 21:20
Com certeza a classe “C” devido a melhoria na estabilidade econômica, vem alavancando cada vez mais o aumento nas vendas por parte das lojas. E a classe emergente vem conquistando e adquirindo cada vez mais, ítens de consumo que antes só eram possíveis aos mais remunerados.
O e-commerce veio como mais uma alternativa salutar, para aqueles que devido ao trabalho e as dificuldades regionais de disponibilidade de produtos, antes não conseguiam adquirir o que só era possível nos grandes Centros Comerciais.
Parabéns Unidade Salvador